Relações Públicas

Funções de um Relações Públicas

- Antecipar, analisar e interpretar a opinião pública, atitudes e questões que possam ter impacto, para o bem ou mal, nas operações e planos da organização.

- Assessorar a direção da empresa em todos os níveis, com respeito à política, curso de ações e comunicações, considerando as ramificações públicas e as responsabilidades sociais e de cidadania das organizações.

- Pesquisar, conduzir, avaliar, em base contínua, programas de ação e comunicação para obter a necessária participação do público para o sucesso da organização.

- Planejar e implementar os esforços da organização para influenciar ou mudar a política em relação ao público. Estabelecer metas, planos, orçamentos, recrutamento e treinamento de pessoal; em resumo, gerenciar os recursos necessários para a concretização de todos os objetivos.

Condições para melhores resultados de um trabalho de Relações Públicas (RRPP)

- Necessidade de pesquisa como preparo para o início de qualquer operação, planejamento cuidadoso e avaliação dos resultados.

- Exigência de um processo contínuo e sistemático em vez de uma operação única.

- Existência de múltiplas audiências ou públicos.

- Seu papel como função essencial de gerenciamento.

- Participação pública, mediação, arbitragem e acomodação como instrumentos importantes.

- Necessidade, na maioria dos casos, de um compromisso a longo prazo.

Como os Relações Públicas beneficiam a sociedade

- Falam pelas organizações ao Público, e pelo público às organizações.

- Ajudam a criar um ajuste mútuo entre instituições e grupos, estabelecento um entrosamento tal que beneficia o público.

- Podem ser uma válvula de segurança para a liberdade, proporcionando meios de fazer acomodações e tornar menos provável uma ação arbitrária ou coerção.

- São um elemento essencial no sistema de comunicações que facilita ao indivíduo ser informado sobre muitos aspectos de questões que afetam sua vida.

- Podem contribuir para ativar a consiciência social das organizações.

- São uma atividade universal. Quem as pratica está buscando aceitação cooperação ou afeição.

Lobby

      Entende-se, tradicionalmente, por lobby o esforço desenvolvido por uma empresa ou entidade no sentido de influenciar o Executivo (o Governo) ou o Legislativo (os políticos) tendo em vista a defesa dos seus interesses. A indústria tabagista e a farmacêutica, os sindicalistas, os aposentados e os defensores das baleias podem (e têm feito) lobby para obter vantagens ou conseguir apoio às suas causas.
      Em princípio, o lobby é considerado normal em um regime democrático, porque os grupos organizados (empresas, entidades ou movimentos sociais) têm o direito (e até o dever) de se empenhar na defesa dos interesses que defendem ou das idéias que professam. Infelizmente, dada a fragilidade da classe política (com uma conduta ética quase sempre reprovável) e o jogo do Governo (que se rende a grupos para obter vantagens), o lobby, enquanto prática, tem sido desvirtuado, identificado como abuso de poder (econômico, sobretudo), corrupção e tudo o que há de mais deplorável no relacionamento humano e comercial.
      No Brasil (e isso vale para qualquer outra nação), os grupos organizados têm assento, de maneira representativa, no Parlamento, como é o caso, por exemplo, da bancada ruralista, em nosso país, ou mesmo dos representantes das instituições de ensino ou da medicina privada. Os produtores agrícolas franceses e as siderúrgicas americanas fazem o mesmo, pressionando os respectivos governos para fazer valer os seus privilégios.
      Qualquer que seja, no entanto, a conceituação (no processo de regulamentação do lobby no Brasil, em curso no Brasil, os profissionais de Relações Públicas, num determinado momento, defenderam - e alguns continuam defendendo até hoje - a atividade como privativa da categoria), o certo é que o lobby, em si, não merece o caráter pejorativo com que é distinguido.
      A sociedade deve, obrigatoriamente, estar mobilizada para influenciar o poder público, que, afinal de contas, a representa e por ela foi eleita, assim como empresas, entidades, sindicatos e movimentos sociais devem lutar pelos seus direitos. O limite para a aceitação do lobby, enquanto prática, está no uso adequado (democrático, transparente, ético) dos instrumentos utilizados para esta influência. Com certeza, uma boa comunicação é fundamental no sentido de favorecê-la e as empresas, grupos sociais ou entidades devem sempre valer-se dela. A corrupção, a propina e outros procedimentos não éticos devem ser vistos sob a perspectiva policial ou da Justiça e nada tem a ver com lobby ou comunicação.
 

Acima, temos o trailler do filme Obrigado por Fumar, que conta a história e como é exercida a função de um lobbysta da indústria do tabaco.

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